quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

De onde vem a Matéria-Prima?

Pois é, vamos hoje falar sobre algo que está além do consumo e da realidade normal do dia-a-dia, está "atrás das câmeras" e é fundamental para a produção de todo e qualquer produto final, a matéria-prima.

Atualmente estamos em dias onde o consumo é padrão de vida e regra de existência na sociedade, tal fato é facilmente percebido por modas altamente rotativas como sapato, cores de roupas e afins. Juntamente com um mercado econômico que se mantém aquecido e em giro constante, o que é ótimo se analisado somente por este aspecto, está o exagero e, claro, a falta de consciência. Vamos então aos fatos e seus entendimentos.

Quando falamos em consumo pensamos, diretamente, em uma mercadoria ou um bem que é adquirido, certo. Porém, ninguém compra um sapato, por exemplo, e o leva pra casa carregando nas mãos, ou leva o saco de arroz no banco de trás do carro, ou o pote de sorvete dentro da bolsa, ou mesmo dá um presente sem um embrulho bonito, todos esses itens e outros milhares têm uma realidade em comum, seu meio de transporte que é: A Sacolinha Plástica.
Perfeito, chegamos ao ponto. A Sacolinha Plástica.

De um lado, o discurso que assina a frase de que acabar com a sacolinha plástica, ajudamos a salvar o planeta.

De outro lado, o medo de empreendimentos que necessitam da produção e distribuição desse material para sua sobrevivência e de tantos outros que de forma direta ou indireta, estão ligados a esse processo.

De outro lado ainda, o consumidor final. Este, aliás, que acaba por ser a válvula propulsora de todo o sistema afinal, se ninguém quer, não tem o porquê de existir, e vice-versa.

Portanto, para suas próprias defesas e justificativas, os lados se expõem da maneira que podem. Os dados estatísticos são os mais ressaltados, a exemplo:

* 1,5 milhão de sacolinhas são utilizadas, por hora, em nosso país;

Número esse que apresenta uma necessidade de giro de matéria-prima imensamente grande. Ou seja, chegamos ao momento daquilo o que fundamental para a produção desse produto. O saco plástico nasce a partir do polietileno, que é feito a partir do petróleo, e o petróleo é uma das matérias-primas que têm prazo contado, sabe porque? Porquê ele é natural e esgotável, o tempo para se ter o petróleo da forma que utilizamos em nossos negócios é muito longo, e vai além do tempo de vida do ser humano em cima desse planeta. Assusta, mas é.

Ou seja, basta-nos um pensamento bem lógico, num raciocínio extremo: Quanto menos sacolas plásticas utilizarmos, menos petróleo será utilizado para essa produção, certo? Certo!

E esse ato vai ajudar a salvar o planeta, certo? Errado. Claro que não. O planeta tem idade suficiente pra se virar sozinho. Ele não sofre com as alterações que proporcionamos ao seu eco sistema natural de vida, quem sofre somos nós, e as outras espécies que aqui estão, mas isso é outra questão, e para que o texto não fique muito extenso, voltemos a uma das questões centrais: o consumo.

Exato, esse é o centro dos problemas. Mesmo porque, a quanto tempo existe a sacolinha plástica em nosso dia-a-dia? Basicamente tudo começou com estudos nos anos de 1860. Foi uma série de testes e inúmeras junções que deram origem ao plástico, e aperfeiçoamentos o transformaram no material que conhecemos hoje, e inclusive apresenta problemas com o BisfenolA, (acumulativo no organismo e cancerígeno), mas esse também é outro assunto, e vamos manter o foco.

Com o surgimento dessa matéria que é extremamente barata, simples, de fácil produção, grande giro no mercado, vulnerabilidade de formas, facilmente modelável e praticamente indispensável ao nosso ver (costumo dizer que o plástico é igual ao jeans...  todo lugar tem e todo mundo usa, é básico), então, com seu surgimento num mercado faminto, o problema está na forma como as pessoas vêm o saco plástico, ele é banal, sem custo, e sem valor.

Com isso, sacolinhas plásticas estão até no deserto do Saara, no estômago de animais aquáticos e pássaros, servido até de embrulho para recém-nascidos, absurdo. Quem nunca se deparou com uma sacolinha plástica sobrevoando a pista, a rua, a avenida, ou perdida no canteiro, ou sendo jogada ao vento da janela de um carro? Pois é, esse é o grande problema, o mal uso. A má compreensão de que esse bem material para existir, precisa de uma fonte que não existirá para sempre. E o seu uso irracional é o que nos força a rever a sua utilização, caímos então onde? Onde? É claro que caímos agora na consciência, que vem da Educação Ambiental, reciclagem por exemplo, que é a chave-mestra para este e tantos outros problemas que enfrentamos ao nosso redor, mas essa também, é outra questão.

O fato da substituição desse material por outros tipos de embalagem, papel, tecido enfim, não será a grande solução, o benefício desses outros produtos está, justamente, em sua forma de consumo, são utilizados por várias pessoas, por muito tempo, embora o seu processo de desenvolvimento seja mais caro, é uma das alternativas.

A revista EXAME fala em uma matéria, como o consumidor será atingido pela proibição da distribuição das sacolinhas plásticas, Leia Aqui.

A WWF Brasil também coloca uma matéria muito interessante sobre o Consumo Consciente, a conta não fecha, Leia Aqui.

Abaixo, para encerrar, coloco um vídeo que retrata um lado e uma parte dessa realidade trabalhada hoje. Clique Aqui para ver.

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